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Google - o Império da Informação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Cleber Galdino   
Ter, 12 de Agosto de 2008 00:25

O que é admirável em algumas empresas da era digital é a capacidade que demonstram em manter o foco de sua atenção totalmente concentrado em uma proposta básica, e não se afastar dela jamais.

 

Apple, Google, Nintendo, Nokia, Sony, Yahoo. Essas empresas formam a primeira linha da inovação e da criatividade. Cada uma delas está dedicada a uma área sutilmente diferente da economia da inovação. Tomadas em conjunto, são o verdadeiro motor da sociedade moderna.

Em outros posts, comentei o papel peculiar do Google no cenário da Web. Algumas vezes, o apresentei como um perigo para a privacidade e a segurança [Google, monopólio e privacidade], mas é também justo notar que o seu impacto é altamente positivo em quase todos os setores do conhecimento.

Não pode haver qualquer dúvida a respeito da natureza inovadora e mesmo revolucionária do Google. Penso que ele é um mecanismo tão revolucionário, na verdade, que o seu papel real na história do conhecimento e da informação só poderá ser avaliado daqui a algumas décadas.

A sua proposta é simples: coletar, organizar e disponibilizar toda a informação produzida pela Humanidade ["Google mission is to organize world's information and make it universally accessible and useful" - Google] Parece um projeto megalomaníaco, como tantos outros sonhos de grandeza surgidos ao longo da história, mas se houve um desses projetos que chegou muito perto do objetivo, foi o do Google.

Basta perceber que ele poderia ter continuado apenas como um mecanismo de busca, mas não foi o que aconteceu. A equipe optou por coletar todo tipo de informação, e não apenas a textual, disponível nas páginas html da Web. Fotos, notícias, mapas, tabelas, desenhos, documentos em todos os formatos possíveis e imagináveis.

Não contente com isso, o Google passou a incentivar as pessoas a produzirem e compartilharem mais informação. Assim, começou a oferecer serviços gratuitos de armazenamento de fotos [Picasa]; de armazenamento de correspondência [Google Mail]; de produção de planilhas e textos [Google Notes]; de consulta, criação e estocagem de mapas [Google Maps]; de observação planetária e astronômica [Google Earth]; de criação e hospedagem de páginas pessoais [Google Pages]; de criação e hospedagem de blogs [Blogger]; e por aí vai.

Embora isso pareça exagero, pode-se dizer que o Google foi o pai da Web 2.0, o precursor da revolução dos Social Media. É claro que outras empresas, das quais provavelmente o Yahoo! é o principal e melhor exemplo, apostaram no caráter social da Web. Mas também é importante reconhecer que sem o revolucionário conceito de busca universal automatizada criado pelo Google, nada seria como hoje.

O próximo passo, embora ainda cercado de muito sigilo, já está definido: telefonia. Alguns chegaram a pensar que haveria um “gPhone”, para concorrer com o prodígio de vendas da Apple, o iPhone. Mas parece que o Google optou por algo ainda mais inovador, um micro-sistema Android que vai operar dentro do sistema operacional dos telefones de cada fabricante, fornecendo e coletando terabytes de informação.

Uma das ferramentas mais úteis da tripulação da Enterprise está a apenas um passo de nós. Basta realizar uma equação muito simples: Apple+iPhone+Android= Tricorder.

Ultima Atualização em Qui, 18 de Dezembro de 2008 01:14
 

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