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Desafios do CIO com o Big Data

bigdataVolumes elevados de dados ganharam destaque e importância dentro das empresas que, claramente, têm dificuldade em entender como usar novas abordagens para atrair e reter o consumidor. Outro ponto importante é a velocidade com que os clientes insatisfeitos trocam de marca, tornando esse cenário ainda mais preocupante.

 

Uma recente pesquisa da Accenture mostra que um em cada cinco consumidores de 10 diferentes segmentos da indústria trocou de marca em 2012 (5% a mais que em 2011). Geralmente, sofrem com o fato setores onde circulam milhões de clientes como, por exemplo, finanças (bancos) e telecomunicações (operadoras de celular). Como, então, transformar a infidelidade em rentabilidade, com o uso de ferramentas de analytics para analisar grande quantidade de dados?

Analytics para Big Data exigirá uma abordagem única e a troca e aprimoramento de processos já existentes em TI. Para que isso ocorra com um alto nível de excelência, a criação de equipe multidisciplinar deve estar na pauta. Será necessário agrupar especialistas em infraestrutura e análise de risco em TI, além de profissionais que consigam oferecer a visão completa da governança em TI.

As perspectivas variadas ajudarão a garantir que os centros de dados serão redesenhados para o volume, velocidade e complexidade do Big Data. Ao mesmo tempo em que realizam investimentos, as companhias precisarão olhar além dos custos e capacidades de infraestrutura (já existentes) que suportam a agilidade dos negócios e o crescimento em TI.

Os principais desafios para os profissionais de TI e infraestrutura na implementação do Big Data serão:<.p>

1. Gerenciar, em larga escala, plataformas de grandes volumes de dados;
2. Acomodar as novas demandas na infraestrutura de rede;
3. Encontrar espaço no data center para um grande número de servidores;
4. Armazenar multi-petabyte;
5. Proteger os dados;
6. Desenvolver e implementar a governança de TI para Big Data;
7. Integrar a plataforma e Big Data com toda a infraestrutura de TI

Para manter o foco no negócio, grandes companhias tendem a enfatizar uma série de fatores importantes como, por exemplo, ter estratégias que possam ser adaptadas e executadas ​​em um ambiente de mudanças constantes. Outro fator é a criação de vantagem competitiva através da inovação contínua. Com Big Data as empresas terão, por exemplo, muito mais flexibilidade e agilidade na mobilização de dados para atender às demandas do negócio. Além disso, a infraestrutura de Big Data pode ser a chave para permitir que essas abordagens funcionem.

Para tudo dar certo, as empresas precisam garantir que TI irá otimizar e provisionar (para cima ou para baixo) os custos. Tudo isso com a visão do negócio e com foco “do” cliente, pois só assim será possível demonstrar qual será o Return On Investment (ROI).

fonte: http://cio.uol.com.br/

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Big Data transformará segurança tradicional, afirma presidente-executivo da RSA

bigdataBig Data está transformando a indústria de segurança, os negócios e a sociedade, sentenciou Art Coviello, presidente-executivo da RSA, divisão de segurança da EMC, durante a abertura do RSA Conference, que acontece de 25 de fevereiro a 1º de março em San Francisco, nos Estados Unidos.

 

Para ele, uma estratégia de segurança baseada em inteligência, usando análises em tempo real do Big Data, pode contribuir para que empresas aprimorem a atividade de detecção e a eliminação de ameaças avançadas. “Não existe uma segurança perfeita. A diferença está em identificar ataques rapidamente e responder da mesma forma. Big Data tem o potencial de ajudar nessa tarefa”, afirma. 

Coviello assinala que há grande quantidade de dados não-estruturados nas empresas que têm valor para os negócios. Essa massa, no entanto, pode atrair uma série de ataques de cibercriminosos. “Atualmente, menos de 1% dos dados é analisado e menos de 20% estão protegidos", destaca.

O executivo lembra recentes ataques observados na indústria financeira e ainda ao jornal The New York Times. “Ataques disruptivos como esses têm potencial de causar perdas econômicas e manchar a imagem da companhia”, observa. 

Segundo ele, o quadro mostra que as organizações devem adaptar suas infraestruturas para blindar o ambiente e responder mais rapidamente às ameaças. “Sistemas inteligentes de segurança detectam e lidam com ataques emergentes prontamente e é esse o caminho que estamos seguindo na RSA com novas plataformas”, assinala. Essa estratégia, lembra, usa o poder do Big Data para fazer com que empresas saiam à frente dos cibercrimonosos.

Big Data pode ser aplicado de duas formas na segurança, explica. “Tecnologias do tipo devem ser escaláveis para correlacionar comportamentos anormais das pessoas, das transações e o fluxo de dados para identificar potenciais fraudes e ataques.”

Outra maneira, prossegue, são os controles integrados de Big Data substituindo os isolados específicos para somente uma tarefa, como bloqueio de malware. Ele relata que controles individuais devem evoluir para interagir uns com os outros e com canais de inteligência, plataformas e risco etc para serem mais dinâmicos e assumir capacidades de autoaprendizagem.

Blindagem corporativa

Coviello aponta que o RSA Authentication Manager 8, nova solução da RSA anunciada na conferência em San Francisco, já conta com capacidades de análise de Big Data para empresas aprimorarem a proteção do ambiente na era da nuvem e da mobilidade.

A tecnologia é o que a RSA chama de a próxima geração de soluções de controle de acesso. Ela foi desenhada, segundo a fabricante, para combinar uma senha forte e autenticação baseada em risco e garantir o acesso a dados sensíveis e recursos na empresa ou nuvem. A solução, diz, também conta com funcionalidades de autoaprendizagem com base em mais de 30 milhões de transações para aprimorar a segurança.

Indústria deve se unir para minimizar ataques

Para Coviello, a indústria de segurança deve atuar de forma colaborativa para ajudar companhias a evoluir a segurança. "Se os criminosos podem compartilhar informações, por que não podemos fazer o mesmo?", questiona.

A RSA e a Juniper Networks mantém uma parceria com essa finalidade e estão agora ampliando a aliança para contribuir para a detecção de ameaças. Elas compartilham informações para tornar a análise de grandes quantidades de dados mais poderosa para as companhias. As empresas vão compartilhar o histórico de ameaças mapeadas no Juniper Networks Junos Spotlight Secure com o sistema de inteligência da RSA. Esse tipo de aliança deve ser ampliada para outros fabricantes, afirma o executivo. 

fonte: http://computerworld.uol.com.br/

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Mark Zuckerberg ansioso por ter uns Google Glass

Sergey-Brin-google-glassNão acredita que o CEO do Facebook pretende um dos dispositivos criados pelo rival da Google? Zuckerberg já terá três engenheiros à espera do Google Glass para trabalhar em aplicações.

 

Zuckerberg confessou ao próprio co-fundador da Google, Sergey Brin, quando se encontraram na passada quarta-feira na Universidade da Califórnia para apresentar um prémio de incentivo para cientistas, o “Breakthrough Prize For Life Sciences”, segundo a Forbes.

 

Após o evento, Mark Zuckerberg terá ido ter com Sergey Brin e falou sobre os novos Google Glass, que o co-fundador da Google acabou por emprestar ao CEO do Facebook para que ele percebesse melhor como é que esta tecnologia funcionava. Mark Zuckerberg ficou tão entusiasmado com o Google Glass que disse mesmo “estou ansioso para ter os meus”.

Segundo o próprio Mark Zuckerberg, já existem três engenheiros liderados por um anterior colaborador da Google à espera do Google Glass para a criação de aplicações para os óculos. O CEO do Facebook disse a Brin que não tinha nenhuma aplicação em mente para ser criada, mas perguntou: “há alguma coisa específica que queres que tentemos? Se há, eu quero fazer isso”.

Segundo a Forbes, a conversa e o teste por parte de Zuckerberg durou 10 minutos, com oCEO do Facebook continuamente a indicar que estava ansioso de experimentar a tecnologia e Sergey Brin prometeu-lhe que iria enviar uns óculos, pois tinha curiosidade em saber o que o Facebook poderia oferecer.

Recentemente, a Google criou um concurso para os utilizadores poderem ter uns Google Glassantes de estar à venda, que terão de desembolsar 1500 dólares além de ganharem o concurso. O Google Glass chegará ao mercado em 2014 e foi considerada uma dasinvenções de 2012.

fonte: http://www.tecnologia.com.pt/

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Google começa a temer crescimento da Samsung no setor móvel

androidOs termos "Samsung" e "Android" estão começando a se misturar e o Google não está gostando desta situação. A gigante das buscas, responsável pela produção do sistema operacional teme que o crescimento e o ganho de força que a companhia coreana obteve com o seu software pode ser um problema para os negócios.



Oficialmente, as duas empresas seguem parceiras. O acordo com as fabricantes de smartphones com Android envolve divisão da receita de publicidade recebida com os aplicativos do Google, que já vem embutidos no sistema. O Google recebe a maior parte e repassa um pedaço às empresas. Entretanto, com a força da Samsung, a coreana pode passar a exigir uma maior fatia deste dinheiro.

Segundo o Wall Street Journal, atualmente a Samsung é responsável por 40% das vendas de celulares com Android no mundo. A empresa também já recebe 10% da receita de publicidade do Google, aponta uma das fontes do jornal, mas já sinalizou que esta fatia já não é mais satisfatória.

A compra da Motorola pelo Google teria sido uma medida de precaução contra um crescimento desenfreado da Samsung. A empresa espera desenvolver seus próprios aparelhos com Android para gerar uma competição maior neste mercado.

Segundo a publicação, Andy Rubin, chefe da divisão de mobile do Google, afirma internamente que a compra da Motorola foi "uma apólice de seguros contra uma fabricante como a Samsung ganhando muito poder sobre o Android".

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

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The Pirate Bay 'muda' de nome para provocar autoridades

the-pirate-bay01O The Pirate Bay sofreu um golpe nesta terça-feira, mas parece não ter perdido a postura debochada diante das autoridades. Após ser obrigado a deixar a Suécia, seu país de origem, o principal site de compartilhamento de arquivos via torrent do mundo mudou de nome temporariamente para 'The Hydra Bay', apenas pela provocação.



A hidra é um monstro de muitas cabeças, com traços repitlianos, da mitologia grega. Ao se cortar uma de suas cabeças, outras duas nascem em seu lugar. 

Foi exatamente isso que o Pirate Bay fez. Ao se ver forçado a deixar seu país, sob ameaças de processo ao Partido Pirata que o hospedava, abriu duas novas 'filiais' na Espanha e na Noruega, com o apoio dos partidos piratas destes países.

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Em post no blog do site, o pseudônimo Winona compara a medida a um jogo de whac-a-mole, tradicional dos arcades, em que o jogador bate com um martelo na cabeça de marmotas. E segundo eles, os 'jogadores', neste caso os órgãos anti-pirataria, estão perdendo.

"As marmotas começam a aparecer de forma aleatória de seus buracos e o objetivo do jogo é forçá-las de volta para seus buracos batendo em sua cabeça para somar pontos. Quanto mais rápido isso é feito, maior será a pontuação final. Pontuação atual: 0", afirma o post.

fonte: http://olhardigital.uol.com.br

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Internet Explorer 10 já pode ser usado no Windows 7

ieMicrosoft liberou hoje o acesso ao Internet Explorer10 para quem tem computador com Windows 7. O navegador está no mercado desde outubro, mas funcionava apenas em Windows 8, como lembra aReuters.



O movimento faz com que o novo IE esteja disponível a mais 700 milhões de pessoas ao redor do planeta, o que deve ajudar a Microsoft a combater rivais como Chrome, do Google, e Firefox, da Mozilla.

A empresa diz que o IE 10 carrega páginas com velocidade até 20% superior à versão anterior, o IE 9. E o navegador recebeu elogios em uma série de reviews, que o elegeram como o melhor entre todas as versões. Para baixar o navegador, basta clicar nesse link e escolher o idioma.

fonte: http://olhardigital.uol.com.br

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Novos domínios de internet começam a funcionar em abril

novos-dominiosComeça em abril a distribuição de novos sufixos de internet, que levarão a rede além dos já conhecidos .com, .org etc. Depois disso, serão liberados cerca de 20 endereços por semana.

O ICANN, que controla a atribuição de nomes na web, disse à Associated Pressque os primeiros sufixos serão correspondentes a nomes que usem idiomas diferentes do inglês.

Os próximos a entrar em funcionamento serão os domínios de marcas, como .cadillac, e então os regionais, a exemplo de .vegas.

Só depois vêm os genéricos como .app, .music ou .tech, que demandam mais tempo por despertarem interesse de muita gente. No ano passado, 2 mil empresas requisitaram um total de 1,4 mil domínios.

De acordo com o CEO do ICANN, Fadi Chehade, será possível proteger um sufixo pagando cerca de US$ 150 por ano. Assim, empresas como Google podem impedir que outra pessoa fique com o .google, por exemplo

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

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Zuckerberg e Gates querem que estudantes aprendam a programar

zuckerberg-e-gatesProgramar é uma habilidade extremamente importante e que está sendo cada vez mais exigida. Para conscientizar as pessoas quanto à necessidade deste conhecimento, os investidores e irmãos Ali e Hadi Partovi criaram no último mês a Code.Org, ONG que incentiva a programação.



Nesta terça-feira, 26, os dois lançaram no YouTube um vídeo com depoimentos de personalidades do mundo da tecnologia comentando sobre quão essencial é a arte de dominar os códigos.

Participam do material Mark Zuckerberg (criador do Facebook) Bill Gates (fundador da Microsoft), Jack Dorsey (inventor do Twitter) e outros nomes, como o jogador de basquete Chris Bosh, que estudava programação antes de entrar na NBA, e Will.i.am, músico do Black Eyed Peas e estudante de códigos.

O vídeo será exibido em salas de aula de universidades norte-americanas com a intenção de despertar o interesse nas pessoas. Quem quiser aprender a programar deve acessar a página da Code.Org, onde irá encontrar sites de ensino gratuito ou poderá cadastrar-se para saber de escolas próximas à sua residência.

Assista:

 

1 milhão de vagas disponíveis

Segundo a Code.Org, em 2020 haverá 1,4 milhão de novas vagas para programadores nos Estados Unidos, enquanto a expectativa é que apenas 400 mil profissionais se formem na área. Ou seja, este segmento será promissor.

Ainda segundo os dados do instituto, o profissional de ciência da computação é o segundo mais bem pago do mercado.

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Quem é você no Facebook?

facebook-brasilA agência de inteligência digital Gauge trabalhou um ano em uma pesquisa que avaliou quem são os brasileiros que usam oFacebook e o que eles esperam da rede social. A equipe analisou a atuação de 21 marcas famosas na rede, acompanhou 45 usuários ativos durante uma semana, realizou grupos de discussão com internautas de diferentes perfis e conversou com 209 entrevistados para checar as descobertas nas demais fases da pesquisa.



Segundo o planejador Mateus Iglesias, a agência descobriu sete tipos de ‘curtidores’ dentro do Facebook. O Curtidor Consciente vai atrás de marcas que ele utiliza no dia a dia e tem um contato real com seus produtos. Além disso, esta pessoa busca status ao curtir uma empresa que julga interessante. Já o Curtidor Inconsciente é levado pelo momento e curte uma página por um único conteúdo que o chamou atenção, como humor ou promoção. O Curtidor Interesseiro, como o próprio nome sugere, vai atrás das marcas para conseguir ofertas, descontos e para participar de promoções. Este usuário, no entanto, deixa de seguir uma empresa quando não há mais interesse pelas ofertas apresentadas.

Por outro lado, o Curtidor Criterioso é atraído por marcas que exijam que o internauta curta a página para poder acessar algum conteúdo, e oferece muitas barreiras de relacionamento com a companhia. Ele só compartilha posts depois de avaliá-los de forma crítica. Já o Curtidor de Lembranças se conecta às marcas que oferecem boas lembranças. Normalmente este usuário curte por influência de amigos ou familiares.

Por fim, há outros dois tipos de ‘curtidores’: o Admirador e o Embaixador. O primeiro perfil é fiel a marca e curte páginas de empresas que julga ter um bom atendimento. Ele é racional, criterioso e consciente. O segundo arquétipo é o ideal às empresas e o que gera maior valor à página. O usuário segue o mesmo conceito do Admirador, mas possui diferenciais: ele cria conteúdos para a empresa, participa ativamente das ações digitais, faz comentários sobre os produtos, e gera maior alcance orgânico e viral.

"É importante lembrar que muitas vezes uma única pessoa pode agregar mais de um perfil. Ou seja, um Curtidor Embaixador de marcas de carro pode ser um Curtidor Interesseiro de bebidas", comenta o sócio-fundador Dante Calligaris.

O perfil por faixa etária também gerou descobertas interessantes, de acordo com Iglesias. O grupo de 18 a 25 anos tende a se relacionar de forma ambiciosa com as marcas, pois quer passar a consumi-la no futuro. Os jovens de 26 a 35 anos possuem uma relação mais real com as empresas e se conectam com as que tenham contato também fora da rede. Enquanto que os internautas de 36 anos ou mais buscam por páginas que ofereçam conteúdos de entretenimento, e possuem uma relação de fidelidade com as companhias.

A pesquisa ainda gerou esclarecimentos sobre a cultura de utilização da plataforma. De acordo com o planejador da Gauge, existe a Cultura do Consumo rápido de informações, que força as marcas a usarem mais imagens em suas divulgações. Há ainda a Cultura de Fidelização, em que o usuário se sente mais próximo da empresa conforme vai se relacionando com ela no Facebook, e existem as culturas de Status e de Disseminação. No primeiro caso, o internauta segue marcas que fortalecem sua imagem e, no segundo, o usuário assume o papel de divulgador de informações, compartilhando conteúdo com seus amigos.

Por fim, o estudo concluiu que 74% das pessoas curtem as marcas que usam diariamente. Elas buscam por promoções, dicas de uso e detalhes de produtos, além de informações relevantes que vão ajudá-las a se beneficiar de alguma forma. Destes usuários, 87% analisam o conteúdo antes de curtir as páginas.

A partir da pesquisa, a agência criou um manual para as marcas com estratégias para cada perfil. Na próxima matéria da série, daremos algumas dicas para que sua empresa se dê bem no Facebook. E para saber mais sobre o estudo, clique aqui e confira outras descobertas.

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

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Os efeitos da Lei de Entrega no e-commerce

lei-de-entrega-commerceTendo em vista a sanção da Lei Estadual 14.951/2013, que alterou a Lei 13.747/2009 – Lei de Entrega Paulista -, já é possível mensurar as mudanças nas operações no e-commerce, sobretudo, quanto à elevação dos custos pela entrega programada de produtos que venha a ser adquirido em loja física ou pelo comércio eletrônico.

 

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, Abcomm, que representa 1.348 empresas associadas atuantes do setor, vários são os motivos pelos quais a Lei de Entrega Paulista causará atraso no setor de comércio eletrônico no Estado de São Paulo, como aponta abaixo, Mauricio Salvador, presidente Associação:

1. Para se ter uma ideia do impacto, o processo normal de roteirização de um veículo para um dia de entregas considera 60 (sessenta) pacotes entregues. Com a Entrega Programada, esse mesmo veiculo passará a entregar apenas 20 (vinte) pacotes no mesmo período de tempo. Isso representa uma redução de 66% (sessenta e seis por cento) na efetividade da equipe de entregas.

2. A Lei foi redigida, votada e sancionada sem que fossem consultados especialistas no assunto, que poderiam contribuir com análises de impactos causados pela Lei. O consumidor, que seria a parte favorecida pela criação da Lei, poderá vir a ser o maior prejudicado, pois tais custos operacionais devem levar ao aumento dos preços.

3. Na mesma esteira do texto original da Lei, a atual redação da Lei de Entrega teve vigência iniciada na data de sua publicação, ou seja, desde 07.02.2013. Todavia, não se pode admitir que uma Lei que traga tantas obrigações a uma das partes envolvidas, neste caso às lojas de comércio eletrônico, as quais aqui representamos, venha a ter vigência imediata, isto é, na própria da data de sua publicação sem a presença de uma “vacacio legis”, ou seja, sem que haja um período razoável de adaptação àquele que por ela é obrigado a cumprir.

4. A Lei obriga as lojas virtuais a oferecerem os serviços de entrega programada para os consumidores, mas desobriga as transportadoras a disponibilizarem esse serviço. Senão bastasse, é fato que micro, pequenos e médios lojistas tratam suas entregas, em sua grande maioria, com os Correios do Brasil, o qual, por sua vez, não se submeterá às obrigações de uma legislação que não seja federal – segundo a Constituição Federal, Artigo 22, Parágrafo V, compete privativamente à União legislar sobre serviço postal. Em tempo: a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, empresa Pública Federal é responsável por 60% (sessenta por cento) das entregas do e-commerce brasileiro.

5. A Lei causa desequilíbrio na competitividade também das empresas de médio e grande porte estabelecidas no Estado de São Paulo, uma vez que empresas de fora do Estado poderão continuar vendendo seus produtos para consumidores paulistas, sem a necessidade de adaptação à Lei. A Constituição Federal garante que não podem ser criadas leis que desequilibrem a competitividade entre empresas de um setor. Segundo o Artigo 1º da Lei da Entrega, “Ficam os fornecedores de bens e serviços localizados no Estado obrigados a fixar data e turno para realização dos serviços ou entrega dos produtos aos consumidores.” A movimentação de empresas de comércio eletrônico para fora do Estado de São Paulo será inevitável.

6. Sendo assim, a Lei em questão patentemente contraria o artigo 170 da Constituição Federal, que trata da ordem econômica e da livre iniciativa, pois, decerto que coloca as empresas do Estado de São Paulo em franca desvantagem quanto as empresas de outros Estados, das quais não se pode exigir o cumprimento desta Lei.

7. Tendo em vista que o setor de varejo é a maior fonte geradora de empregos no Brasil, os itens 5 e 6 acima citados, tornam o vigor da Lei da Entrega ainda mais preocupante, pois causará o fechamento de postos de trabalho principalmente em micro e pequenas empresas do setor varejista no Estado de São Paulo.

8. Tendo em vista que o Estado de São Paulo representa aproximadamente 40% (quarenta por cento) do faturamento do comércio eletrônico brasileiro, a fuga de empresas desse setor, causará significativa queda na arrecadação dos municípios do Estado.

Desta forma, mesmo que a Constituição Federal preveja a defesa do consumidor no seu artigo 5º, inciso XXXII, por outro lado, também prevê no seu artigo 170 a compatibilização da proteção do consumidor e a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, aponta Salvador. Além disso, segundo ele, a Lei de Entrega também viola o Princípio constitucional da harmonização de interesses, cujo objetivo é garantir a compatibilidade entre o desenvolvimento econômico e o atendimento das necessidades dos consumidores. “No entanto, ante os elevados custos que serão acrescidos aos fornecedores associados da Abcomm, em razão da atual redação da Lei de Entrega, muitos dos nossos associados poderão rumar a uma eventual banca rota e, aqueles que eventualmente consigam cumprir esta Lei, certamente transferirão os custos adicionais aos seus consumidores”, prevê.

O executivo reforça ainda que as perdas e prejuízos causados ao Estado de São Paulo pela sanção de tal Lei são desproporcionais aos benefícios trazidos para o consumidor, inclusive por ter sido redigida sem que houvesse necessidade clara por parte dos consumidores, já que o índice de satisfação com o comércio eletrônico se mantém acima de 85%, sendo a maior preocupação e real necessidade, a entrega das compras nas datas prometidas pela loja, independente do horário. “A Lei da Entrega traria benefícios para os consumidores e menos prejuízos aos comerciantes se estivesse restrita a produtos de grande volume, que necessitam da presença do consumidor para serem entregues, tais como geladeiras, fogões e móveis, entre outros. Ainda assim, tal agendamento não pode ser ofertado pelas empresas sem que seja cobrado valor adicional”, considera Salvador.

A expectativa, segundo a Abcomm é que os órgãos de proteção ao consumidor, mantenham sua posição quanto a Lei de Entrega antes de sua alteração, ou seja, que aguarde um pronunciamento final nas ações judiciais movidas por fornecedores paulistas, que através de liminares concedidas pelo Poder Judiciário, suspenderam a eficácia da Lei de Entrega, sob pena de causar um caos junto ao comércio eletrônico da região.

fonte: http://ecommercenews.com.br/