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Pokémon Go chega logo no Brasil pois eu quero jogar

Pokémon Go chega logo no Brasil pois eu quero jogar

Desde 5 de julho, quando ao abrir a loja de aplicativos da Apple e do Android, milhões de pessoas pelo mundo – não no Brasil, para desespero do público daqui – depararam com o lançamento do game Pokémon Go, a tarefa de andar pela cidade com os olhos no smartphone ganhou outro significado. Se você era criança na década de 1990, deve lembrar da trilha sonora do desenho animado japonês interpretado por uma voz feminina.

Central Park é tomado por jogadores de Pokémon Go. Veja:

Mas o que antes era restrito à TV, ao cinema e ao universo dos videogames, transformou-se em uma atividade que extrapolou os limites da ficção. Desde a semana passada, capturar Pokémons virou uma tarefa... real.

O game de realidade aumentada para smartphones consiste em levar o jogador a uma empreitada pelos espaços públicos. Segurando o dispositivo, o usuário deve ir atrás dos personagens dos jogos, que aparecem na tela em meio ao ambiente real, capturado pela tela do celular. Estima-se que já foram feitos mais de 15 milhões de downloads do jogo pelo mundo. No Brasil, não há data prevista para lançamento. Em poucos dias, o jogo alavancou novamente a marca Nintendo.

A gigante de games passou a valer US$ 7,5 bilhões a mais. O motivo? Um jogo de realidade aumentada para smartphones que é fácil de jogar, divertido e não tem hora.

JOGADORES EM AÇÕES E OUTROS NA EXPECTATIVA

"A pergunta que você faz é: quando que não estou jogando Pokémon Go?"A frase é do americano Monk Femi Washington, 23 anos, quando perguntado pela reportagem de ZH quantas horas joga por dia. Segundo ele, é impossível andar uma quadra em Nova York sem encontrar alguém jogando. Monk, gamer convicto, avalia que o jogo democratizou a franquia. Ele conta que já fez amigos, perdeu-se pelas ruas de Nova York, mas também redescobriu novos lugares na cidade onde nasceu:

– Vejo todos os tipos de gente jogando. Na semana passada, fui até o Central Park. Vi mais ou menos cem pessoas pegando Pokemóns juntas.

Mas o tempo gasto no game não substitui as horas em redes sociais. Twitter, Facebook e Snapchat são as mídias para trocar ideias.

– O jogo fez as redes sociais explodirem. É por lá que combinamos os eventos e trocamos experiências – revela.

O sucesso do jogo prova o que até antes era visto como uma aposta apenas de futuristas e geeks: a realidade faria parte do dia a dia. Pokémon Go abre as portas para esse mercado e instiga a criação de um gama de produtos. Caiu nas redes sociais a foto de um menino que montou uma barraquinha para vender acessórios luminosos para que crianças pudessem caçar Pokémons à noite com mais segurança. Um site nos Estados Unidos criou até uma lista de produtos "essenciais" para a atividade, como baterias extras de celular.

No Facebook, um grupo com mais de 250 pessoas já se prepara para o lançamento no Brasil. Ansiosos, eles dividem informações e memes sobre o game. No dia em que o jogo foi disponibilizado para outros países, alguns brasileiros conseguiram baixar o aplicativo que vazou das lojas. Esses tiveram um gostinho do jogo por cerca de 11 horas. O aplicativo parou de funcionar logo depois.

– O pessoal viu que na Redenção tem vários PokéStops, mas acho que, aqui na cidade, por causa do risco de assalto, shoppings e lugares abertos com mais segurança, como o Parque Germânia, vão virar ponto de encontro do pessoal – diz Gabriel Bilhar, 20 anos, que já testou o game e criador do grupo de Pokémon Go de Porto Alegre.

Por usar a geolocalização, o jogo expõe usuários aos riscos de ladrões oportunistas. Como informou o jornal britânico The Guardian, as autoridades de diferentes países já estão em alerta para ladrões que se utilizam dessas informações para chegar até jogadores. Há também quem tenha se arriscado em lugares proibidos para pegar Pokémons.

SISTEMA SIMPLES É UM DOS ATRATIVOS

Pokemon-Go-vitima

Usuário joga Pokémon Go no quarto de hospital

Uma das razões de Pokémon Go ter se tornado uma febre está no seu sistema, que alia a simplicidade de um jogo casual à tecnologia de realidade aumentada. O jogador continua precisando capturar os Pokémons exatamente como se faz há mais de 20 anos – só que, em vez de um mundo de fantasia, ele percorre as ruas de sua própria cidade. O sistema de GPS do celular mapeia o local onde o jogador está e vai indicando onde estão os Pokémons, que, quando são encontrados, ativam a câmera do celular e mostram o bichinho em realidade aumentada. Daí é só clicar em cima dele para lançar uma pokebola (dispositivo para aprisionar as criaturas).

Além de jogar sozinho, existe a possibilidade de desafiar outros jogadores e treinar seus Pokémons nos ginásios – espaços destinados para essa finalidade e que também devem ser encontrados pelos participantes. A diversão está também em capturar Pokémons nos lugares mais inusitados possíveis. O Museu Memorial do Holocausto, em Washington, d.C, pediu para que as pessoas não joguem mais em suas dependências.  As polícias locais já tuitam alertas de segurança para quem sai perambulando pelas ruas. E a foto de um futuro pai que pegou um Pokémon na sala de parto da esposa viralizou.

FEITO PARA VENCER

Criado em 1995 pelo game designer Satoshi Tajiri, o universo dos Pokémons era (e ainda é) resumido a um grande campo de captura e batalha entre treinadores/colecionadores e seus monstros de bolso (os pocket monsters que dão nome à série), que ganhou vida em em 1996 como um RPG para Game Boy. Com mecânica simples e personagens carismáticos, o jogo foi tão bem sucedido que, em pouco tempo, se tornou uma franquia multimídia, alcançando versões em anime, filmes, mangás, jogo de cartas e brinquedos. No Japão, os monstrinhos têm status de embaixadores e chegaram até a estampar a camisa da seleção de futebol do país.

Mas é nos videogames que os Pokémons reinam e mantêm sua popularidade. Com dezenas de títulos lançados para as mais variadas plataformas, é a segunda franquia mais lucrativa do universo da jogatina, perdendo apenas para a série de jogos estrelados por Mario, da Nintendo – gigante japonesa que também detém os direitos exclusivos de publicação dos games dos monstrinhos de bolso. Não seria de estranhar, portanto, que o lançamento de um novo jogo causasse algum alvoroço entre os fãs e permanecesse no noticiário especializado durantes alguns dias.

O problema é que Pokémon Go foi além, atingindo proporções que nem mesmo a própria desenvolvedora – a norte-americana Niantic – poderia prever. Agendado inicialmente para o final de julho, o game foi disponibilizado sem qualquer aviso em lojas do sistema iOS e Android de algumas regiões do mundo no último dia 5. Desde então, não se passa um dia sem que alguma notícia – via de regra esdrúxula – sobre o jogo apareça, dando a impressão de que o planeta inteiro está nas ruas tentando capturar Bulbassauros, Charmanders, Arbocs e afins.

GRANA E ATRASO

Pokémon Go é gratuito, mas já deve ter lucrado mais de US$ 14 milhões desde o seu lançamento, segundo estimativa da consultoria SuperData. O dinheiro vem da compra de itens que agilizam a evolução do jogador no game, como pokebolas, ovos de Pokémon e espaço para armazenar os bichos capturados.

Isso que o jogo foi lançado oficialmente apenas nos EUA, Austrália e Nova Zelândia. A razão do atraso, segundo a desenvolvedora do jogo, é justamente pela proporção que o game tomou. Os servidores da empresa não estão dado conta de absorver a demanda e, por isso, a estreia no restante do mundo está adiada sem data definida.

A falta de representação oficial não impede, claro, que os mais empenhados consigam rodar o jogo em seus celulares – o que também vem acarretando problemas, como a disseminação de vírus e de aplicativos falsos que roubam os dados dos usuários.

Pode ser que daqui um mês Pokémon Go já tenha sido esquecido – o que via de regra ocorre com jogos mobile casuais. Mas até lá, a regra é clara: temos que pegar.

pps oficiais que são gratuitos.

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