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Fusão Oi e TIM deve acontecer nos próximos meses

Fusão Oi e TIM deve acontecer nos próximos meses

Fusão Oi e TIM deve acontecer nos próximos meses, Oi enviou hoje um fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)  no qual informa que fechou um acordo de exclusividade com o grupo russo Letter One (L1). O negócio fechado foi uma contraproposta feita ao L1, que havia se disposto a investir até US$ 4 bilhões na Oi caso ela aceitasse uma fusão com a TIM. Continue reading "Fusão Oi e TIM deve acontecer nos próximos meses"

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4 apps gratuitos para consultar a operadora de um número

app telSe você tem um plano pré-pago no seu celular ou ainda, um limite pequeno de minutos para outras operadoras, saber qual a operadora do número que está prestes de ligar pode ser útil e um diferencial nas contas.

Atualmente, existe uma gama de aplicativos disponíveis que informam a operadora de um número. O Olhar Digital separou 4 apps gratuitos para iOS, Android, Windows Phone e Blackberry. Confira:

Portabilidade Fácil Free (iOS):

Disponível somente para iOS, o app identifica números de todas as operadoras do Brasil e permite atualizar a agenda com a informação.

Portabilidade Fácil Free 

Se quiser, o usuário ainda pode adicionar sua operadora preferida para chamadas e visualizar um relatório com os contatos separados por operadora. 

A Operadora (iOS e Android):

No "A Operadora", o usuário iOS não só informa as operadoras dos números, mas também oferece a opção de adicioná-los aos favoritos. Caso algum desses contatos mude de operadora, o app envia um aviso.

O diferencial aqui, fica por conta da compatibilidade com iPhone 6 e 6 Plus, modelos mais recentes de smartphones da Apple.

A Operadora 

Qual Operadora (Blackberry e Windows Phone):

O aplicativo efetua consultas e guarda o histórico, para evitar o trabalho de pesquisar novamente um mesmo número. Além disso, o "Qual Operadora" exibe estatísticas das operadoras mais consultadas.

Qual Operadora 

O único defeito aqui é que o app possui limite de 6 consultas por hora. 

Operadora DDD (Android):

Além de exibir a operadora de um número, o "Operadora DDD" promete funcionar para consulta em celulares com dois chips e também transforma as ligações em chamada a cobrar caso o usuário esteja sem crédito.

O app ainda oferece uma versão paga de R$ 3 anuais que permite alterar os contatos na agenda para mostrar a operadora e ser avisado de quando um contato mudar de operadora.

Operadora DDD 

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Claro, Oi e Vivo se unem para comprar a TIM

O mercado brasileiro de telecom vive, de fato, um período movimentado. Mais um episódio começou a se desenrolar na sexta-feira (31). As operadoras Claro, Oi e Vivo fecharam um acordo com o banco BTG Pactual para comprar a TIM Brasil. De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, o valor da transação pode chegar a R$ 31,5 bilhões. 

 

De acordo com informações do jornal, o negócio ocorrerá a partir de uma oferta aberta para que os acionistas da Telecom Itália decidam em assembleia o futuro da segunda maior telco do Brasil. A entrega da proposta estaria condicionada à venda, por parte da Oi, da Portugal Telecom (PT) em Portugal, o que deve ocorrer na próxima semana.

A operação da TIM seria, caso concretizado o negócio, fatiada entre as três outras operadoras. A Claro ficaria com 40% da concorrente. Apesar disso, a Vivo (que abocanharia 32%) manteria a liderança do mercado brasileiro de telefonia móvel. A Oi receberia 28% da TIM. A reportagem da Folha de São Paulo afirma que essa divisão ainda está sujeita a ajustes. 

Há, contudo, indefinição sobre o que aconteceria com os clientes da empresa. “Caso a TIM seja mesmo fatiada, caberá à Anatel definir de que forma ocorrerá essa divisão”, informa o jornal, sinalizando que as compradoras deverão manter as mesmas condições de planos atualmente oferecidos aos clientes da TIM. 

fonte: http://computerworld.com.br/

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Conheça as diferenças entre os principais processadores de celulares

processador de celularNormalmente, quando uma empresa anuncia um novo dispositivo móvel, ela resume um pouco as informações sobre o processador. Por exemplo: o Galaxy Note 3 usa um chip Snapdragon 800, mas o que isso significa de fato? O que é um "Snapdragon 800"?

Quando estes nomes como "Snapdragon 800", "Tegra 4", "Exynos 5 Octa" e até mesmo o "A7" da Apple são citados, a informação vai muito além do processador. Estes nomes correspondem a "systems on a chip", também conhecidos pela sigla SoC, que integram todos os componentes necessários para um computador em apenas um chip, e isso inclui não apenas a CPU, mas também GPU.

Conheça um pouco mais sobre os principais chips do mercado e algumas de suas principais características:

Qualcomm Snapdragon 600
O chip era o topo de linha da Qualcomm no início do ano e foi usado em celulares como o Galaxy S4, que era o mais potente do mercado no momento em que foi lançado. Usando o conjunto de instruções ARMv7, o SoC inclui um processador Krait 300 de até quatro núcleos e uma GPU Adreno 320 a 400 MHz. Ele também utiliza a arquitetura de 32 bits e pode alcançar um clock de até 1,9 GHz.

Ainda é um excelente chip, mas não faz mais frente aos outros lançados por outras empresas e até mesmo pela Qualcomm, que já lançou o Snapdragon 800, muito mais potente.

Aparelhos que usam: HTC One, LG Optimus G Pro, Samsung Galaxy S4, Nexus 7 (2013).

Qualcomm Snapdragon 800
Sucessor do Snapdragon 600, melhorou o chip em termos de processamento, mas foi realmente em âmbitos gráficos que houve grandes melhorias. O SoC agora tem um processador Krait 400, que não é muito diferente do 300, mas conta com um cache L2 mais rápido e maiores clocks, que chegam até 2,3 GHz.

A GPU, no entanto, mostrou uma grande evolução com a chegada do modelo Adreno 330, que funciona a 450 MHz e é capaz de gerar resolução 4K, embora nenhum dispositivo ainda use esta tecnologia. Alguns testes apontam que ele chega a cerca de 33% do desempenho do chip integrado Intel HD 4000 dos processadores Core i5.

A tendência é que o chip se torne extremamente comum nos aparelhos de alto desempenho. Ele já está sendo aplicado nos celulares mais novos e deve se tornar padrão.

Aparelhos que usam: LG Nexus 5, Samsung Galaxy Note 3, Sony Xperia Z1 e Z Ultra, Lumia 1520

Apple A7
A nova geração de chips Apple trouxeram a novidade da arquitetura de 64 bits, que embora ainda não seja indispensável, será em um futuro próximo, quando a tecnologia móvel evoluir um pouco mais. O recurso permite que processador e mória RAM conversem mais rápido, mas depende de aplicativos otimizados para arquitetura para poder aproveitar isso em sua totalidade.

Olhando apenas números, o A7 fica atrás dos concorrentes, mas em desempenho real a diferença não é notável. O chip, que utiliza o conjunto de instruções ARMv8-A e é otimizado para o sistema operacional da Apple, o que possibilita a utilização do máximo de desempenho de seus dois núcleos de processamento, com o clock que pode ser de até 1,4 GHz.

Um diferencial é o coprocessador M7, presente nos novos aparelhos Apple, que aliviam o trabalho do processador com os sensores de movimento, como o acelerômetro, para tentar reduzir o consumo de bateria.

Aparelhos que usam: iPhone 5s, iPad Air e iPad mini com Tela Retina

Nvidia Tegra 4
Não é muito popular entre celulares, mas alguns tablets e outros dispositivos já o utilizam e ele se mostra bem potente. O chip usa o conjunto de instruções ARMv7 com processador de quatro núcleos Cortex A-15 que alcança até 1,9 GHz.

Um diferencial é que ele possui um núcleo extra, de baixo consumo, invisível ao sistema operacional, que executa algumas tarefas secundárias para dar um “descanso” aos núcleos principais.

Ele também funciona com a arquitetura de 32 bits. Sua GPU funciona a 672 MHz e é uma das mais poderosas do mercado, estando quase no mesmo nível do Snapdragon 800, mesmo tendo sido lançado no início do ano.

Aparelhos que usam: Surface 2, Tegra Note 7, Nvidia Shield

Samsung Exynos 5 Octa
A Samsung normalmente disponibiliza modelos variados de seus aparelhos, com chips diferentes. O S4 tinha uma versão octa-core, assim como o Galaxy Note 3 também tem, embora não tenha chegado ao Brasil. Nestes casos, ela usa sua tecnologia proprietária, com o chip Exynos 5 Octa.

Ele, na verdade, possui dois conjuntos de quatro núcleos: um dos grupos é ARM Cortex A-15, funcionando a até 1,9 GHz, enquanto o outro grupo são ARM Cortex A-7, de até 1,3 GHz.

São chips diferentes usados no Note 3 e no S4, na verdade. O utilizado no Galaxy S4 chegava a ser mais potente do que o Snapdragon 600, mas tinha superaquecimento e consumo excessivo de bateria. Já no caso do Note 3, ele é um pouco inferior à versão com Snapdragon 800, mas não apresenta os mesmos problemas. O que eles têm em comum, no entanto é que nenhum deles possui suporte à conectividade 4G.

Aparelhos que usam: Samsung Galaxy S4 e Galaxy Note 3

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

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Descoberta falha de segurança que afeta milhões de cartões SIM

sim-apple-nokia-motorola-rimOs cartões SIM utilizados nos telemóveis e smartphones têm uma falha de segurança que pode permitir a hackers que consigam controlar o aparelho, incluindo ouvir chamadas, enviar mensagens e roubar dados.

 

A notícia chega da Alemanha, através da Security Research Labs, que após três anos de estudo conseguiu encontrar a falha. Karsten Nohl, fundador da empresa, diz que a falha está no protocolo de encriptação DES(Data Encryption Standard), que embora seja bastante antigo ainda é usado por milhões de cartões SIM. Este protocolo foi desenvolvido em 1977 e está, de forma gradual, a ser substituído pelo AES (Advanced Encryption Standard) ou até mesmo pelo Triple-DES, ambos imunes.

Segundo Nohl é possível enviar para os dispositivos com o cartão SIM afetado uma mensagem falsa a solicitar uma resposta automática. Depois da mensagem enviada, cerca de 25 por cento dos telemóveis vão revelar a chave de segurança de 56 bits do cartão. Depois de ter acesso a essa chave, Nohl conseguiu enviar uma mensagem com vírus que dá controlo total do aparelho ao atacante. O procedimento demora apenas 2 minutos e o atacante fica apto a fazer tudo o que o dono do aparelho tem permissões para fazer, incluindo pagamentos online.

O mais interessante nisto é que esta falha surge de forma aleatória em cerca de 25% dos cartões que são produzidos, ou seja, dos 3 mil milhões de cartões existentes atualmente, 750 milhões têm esta falha.

Karsten Nohl pensa que os hackers ainda não descobriram esta falha no entanto, agora que foi confirmada a sua existência devem demorar mais de 6 meses até a descobrir. Resta às operadores fazer o seu trabalho e substituir os cartões antigos, por novos que usem o protocolo de encriptação AES.

fonte: http://www.tecnologia.com.pt/

 

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Anatel investiga participação de operadoras em caso de espionagem

operadorasA Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) instaurou procedimento de investigação para apurar se empresas de telecomunicações sediadas no Brasil violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A decisão, anunciada hoje (8), é em resposta a denúncias sobre um suposto sistema de espionagem de cidadãos brasileiros, feito pelo governo dos Estados Unidos por meio da internet e da telefonia.

Reportagem publicada domingo (7) pelo jornal O Globo revelou que as comunicações do Brasil estavam entre os focos prioritários de monitoramento pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), segundo documentos divulgados pelo ex-agente norte-americano Edward Snowden. Os dados eram monitorados por meio de um programa de vigilância eletrônica altamente secreto chamado Prism.

A Anatel terá ajuda da Polícia Federal e de outros órgãos federais para investigar o caso. De acordo com a agência, o sigilo de dados e de comunicações telefônicas “é um direito assegurado na Constituição, na legislação e na regulamentação da Anatel”, e sua violação “é passível de punição nas esferas cível, criminal e administrativa”.

Procurado pela Agência Brasil, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) informou que está aguardando procedimentos internos para se manifestar publicamente sobre o assunto.

Diante da polêmica, listamos quatro alternativas para minimizar a vigilância na internet e garantir mais privacidade. Clique aqui para conferir combinado de dicas pensadas pelo Olhar Digital e por Rainey Reitman, diretora de ativismo da Electronic Frontier Foundation (EFF). 

fonte:  http://olhardigital.uol.com.br/

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Celulares que dispensam carregamento de bateria chegam ao mercado em 2014

celular-sem-carregadorÉ provável que a partir de 2014 estejam à venda smartphones e tablets com uma eficiência energética tão alta que seus donos não precisarão mais plugá-los na tomada.

Uma empresa chamada SunPartner desenvolveu módulos de células solar com espessura de 300 mícrons que podem ser encaixados sobre ou sob a tela sensível ao toque. Eles custam apenas US$ 1 ou US$ 2 e carregam os aparelhos enquanto não estão em uso.

Em entrevista ao VentureBeat, Mathieu Debroca, diretor de mercados internacionais da SunPartner, explicou que é possível compensar totalmente o consumo de energia de um smartphone durante o standby. "E podemos estender a vida da bateria em 20%."

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As células atuais absorvem 2,5 miliwatts por centímetro quadrado do telefone, mas a SunPartner trabalha para impulsionar a eficiência de 8% para 30%, criando uma corrente de energia que poderia carregar o aparelho e dar mais 50% de conversação.

Teoricamente, um celular com essas células poderia ficar eternamente ligado em modo de espera, mas e-readers, que já trabalham com alta eficiência, conseguiriam dispensar o carregador mesmo se em uso.

Atualmente, a empresa, que é da França, trabalha com os 10 principais fabricantes de telefones móveis do mundo, segundo Debroca. "Esperamos ter acordos de licenciamento no início do próximo ano e produtos no mercado até 2014."

fonte:  http://olhardigital.uol.com.br/

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Como preservar a bateria do seu celular

bateria-de-celularAlgumas empresas estão encontrando maneiras criativas de usar um tablet. Por exemplo, um restaurante usa o tablet como um menu interativo. Os smartphones já são quase o melhor amigo do homem. Tem gente que não consegue viver sem e queria que eles durassem para sempre. O problema é que ele é tão útil que logo a bateria dá sinais de cansaço e precisa ser carregada.

Às vezes, carregar uma vez por dia basta, já os mais aficionados precisam ter carregador no carro, no trabalho, em casa... para ficar o tempo inteiro ligado. Mas, segundo a revista PCWorld, há alguns passos que você pode seguir para aumentar a vida da bateria do seu smartphone.

8 Dicas para preservar a bateria do seu celular

1. Menos luz, mais energia

O primeiro é diminuir a luminosidade da tela. Você também pode ajustar o tempo que a tela ficará acesa depois que você parar de mexer no aparelho. Pense que quanto mais tempo a tela ficar ligada, menor será a vida útil da bateria.

2. Bluetooth

Desligue o Bluetooth quando não estiver esperando uma conexão ou quando estiver dirigindo. Como o Bluetooth fica constantemente procurando outros sinais, a bateria vai embora.

3. Wi-Fi

É claro que você deve aproveitar o Wi-Fi do trabalho e da sua casa, mas desligue-o quando for sair, pois assim como o Bluetooth, ele adora consumir energia.

4. GPS

O GPS é um pequeno rádio que envia e recebe sinais de satélites para triangular a localização do seu telefone na superfície da Terra. O GPS pode ser útil para encontrar um endereço, restaurantes e outros serviços próximos de onde você estiver e, muitos aplicativos quando são instalados, pedem permissão para usar sua localização. Se você ficar na dúvida, é melhor recusar. (E se algum jogo, protetor de tela, papel de parede ou aplicativo pedir sua localização, você deve suspeitar por que ele quer essa informação.)

5. Aplicativos

A capacidade de executar mais de um aplicativo ao mesmo tempo é característica de um smartphone poderoso, mas também consome muita energia, pois cada app aberto executa ciclos do processador do aparelho. Celulares Android podem baixar o aplicativo Advanced Task Killer, para controlar seus aplicativos ao longo do dia. Nos iPhones aperte duas vezes o botão Homeaté a bandeja multitarefa aparecer, segure algum ícone aberto por alguns segundos até o X aparecer. Toque o X de todos aplicativos que você quiser fechar.

6. Vibra Call

A função Vibra Call é mais discreta e muitas vezes preferível, mas consome muito mais energia que os toques musicais. Isso porque um toque musical só precisa do autofalante, enquanto o motor de vibração balança o telefone todo. Para economizar, você pode desligar todas as notificações e deixar o smartphone em um local vísivel para quando houver alguma chamada.

7. Notificações

Muitos aplicativos ficam enviando atualizações, notícias, mensagens e outras informações o dia inteiro no smartphone, e óbvio que todas consomem energia. Você não precisa desligar notificações sobre novas mensagens de texto ou chamadas não atendidas, mas desligar notificações supérfluas dos aplicativos vai ajudar a sua bateria durar um pouco mais, e vai eliminar as distrações inúteis durante o dia.

8. Aplicativo para Android

JuiceDefender ajusta automaticamente as configurações do seu telefone o dia inteiro para manter o consumo de bateria baixo. Smartphones Android mais recentes incluem um modo para economia de energia, que previne que seus aplicativos façam atualizações automáticas, entre outras funções. Esse modo é ativado quando o nível da bateria é menor que 20%, mas você pode configurar para usá-lo quando atingir 30%, já que quanto mais cedo estiver no modo de economia de energia, mais tempo a bateria vai durar.

fonte:  http://www.akadnyx.com/

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Europa investe em 5G para afastar crise e liderar a indústria móvel

5g-euroTendo ficado para trás no desenvolvimento e na aplicação das redes móveis 3G e 4G, a Europa investe pesado em pesquisas acadêmicas de ponta para se tornar pioneira na quinta geração da internet móvel (5G), buscando criar um melhor ambiente para a inovação e para a indústria tecnológica no continente.

 

Em fevereiro, durante a Mobile World Congress em Barcelona, a chefe do gabinete de assuntos digitais da Comissão Europeia, Neelie Kroes, anunciou o aporte de 50 milhões de euros (R$ 130 milhões) em projetos de pesquisa locais que, em várias escalas, buscam acelerar o desenvolvimento da banda larga móvel de altíssima velocidade.

O movimento, estratégico, quer contrapor os prejuízos causados pela crise internacional com um forte investimento em novas possibilidades econômicas. A ideia é que o desenvolvimento do 5G em terras europeias leve o continente à liderança na área da internet móvel, atraindo novas empresas e gerando empregos na região.

Para saber mais sobre os projetos em andamento, o Olhar Digital conversou com o chefe do gabinete de 'redes do futuro' da Comissão Europeia, o órgão responsável pela execução dos interesses dos diversos países do velho continente. O espanhol Luis Rodriguez-Rosello é um engenheiro de telecomunicações que trabalha na instituição desde 1989 e que, a partir de 2010, acumula também o cargo de diretor do setor responsável pela pesquisa e desenvolvimento de novas redes de comunicação.

Segundo ele, o interesse europeu pelas redes de banda larga de altíssima velocidade não é novo, mas ganhou fôlego com o investimento anunciado no começo de 2013. “A Europa tem o dinheiro, a vontade e a experiência para se tornar pioneira da tecnologia 5G. De 2007 a 2013 os investimentos passaram dos 700 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) em projetos que investigam as futuras redes, metade desses fundos tendo sido investidos em tecnologias sem fio que contribuíram para o desenvolvimento do 4G e agora do pós-4G e 5G”, afirma.

Rodriguez-Rosello explica que muitas das inovações no setor são criadas em cima da estrutura em vigor, nem sempre representando uma substituição do que veio antes – daí o termo usado por ele, 'pós-4G'. “Muitas das tecnologias que serão criadas nos próximos anos serão adaptação da estrutura do próprio 4G, no sentido de criar um melhor aproveitamento de energia e da experiência do usuário”, diz. A união de vários problemas enfrentados pelos diversos projetos acadêmicos visa melhorar a estrutura vigente e assim criar a nova rede 5G, cujo prazo final de desenvolvimento dado pela Comissão Europeia é 2020.

De acordo com ele, o grande intuito do aporte financeiro no 5G é unir academia e indústria em busca de um melhor ecossistema para o mercado de tecnologia europeu. “As empresas estão dispostas a mudar e se adaptar ao novo ambiente, e o 5G ajudará a forçar essa mudança na área de telecomunicações. O objetivo é colocar a Europa na liderança da indústria global”, conta.

São vários os projetos financiados pela União Europeia – 5GNow, iJOIN, TROPIC, Mobile Cloud Networking, COMBO, MOTO, Phylaws -, mas Rodriguez-Rosello destaca especialmente um: METIS, um consórcio multinacional de pesquisa que busca solucionar problemas existentes na atual rede e criar uma banda larga ultrarrápida com grande capacidade.

Bancado essencialmente pela indústria europeia – empresas como Ericsson e Deustche Telekom – o METIS promete números ambiciosos: 1000 vezes mais volume de dados por área (operadoras poderão servir muito mais usuários ao mesmo tempo); 10 a 100 vezes mais dispositivos conectados (explosão dos aparelhos inteligentes, como carros, geladeiras e sensores conectados); taxa de transferência de dados de 10 a 100 vezes maior (possibilitando uma melhor experiência de vídeo, mesmo em movimento); baterias com vida até 10 vezes maior (menor consumo na comunicação de máquina a máquina, maior autonomia e menos gasto de energia geral); e comunicação do aparelho com a fonte até 5 vezes mais rápida (melhor interação com aplicativos que consomem muita banda).

O engenheiro de telecomunicações admite que países como China e Japão também dão os primeiros passos na direção do 5G, mas, segundo ele, os projetos não são do mesmo escopo daqueles financiados pela União Europeia. “Estamos na frente, aproveitando a oportunidade. A ideia é que o 5G seja liderado pela nossa indústria, que seja baseado em pesquisa europeia e que crie empregos por aqui – e estamos colocando o dinheiro onde está a nossa boca”, finaliza.

fonte:  http://olhardigital.uol.com.br/

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Primeiros celulares com 5G chegam em até 10 anos

5g-technologyO centro acadêmico que visa criar a quinta geração da internet móvel (5G), na Universidade de Surrey (Inglaterra), foi viabilizado por meio de uma parceria pública-privada entre o governo inglês e empresas globais do ramo de telecomunicações. Fujitsu, Rohde-Schwarz, Internacional AIRCOM, Huawei, Samsung e Telefónica Europa foram responsáveis pela maior parte do investimento total do ambicioso projeto.

Para entender as mudanças que serão necessárias na indústria para a adoção do 5G e o interesse das empresas na criação do 5G Innovation Centre (Centro de Inovacao em 5G), o Olhar Digital conversou com Mike Short, engenheiro com experiência de 25 anos no setor de telecomunicações, presidente do Institution of Engineering and Technology (Instituição da Engenharia e Tecnologia), professor visitante de diversas universidades do Reino Unido e vice-presidente de assuntos públicos da Telefónica Europa. 

Segundo ele, o 5G "permitirá que os usuários conversem através de interfaces visuais, que poderão ficar penduradas nas paredes ou ao lado dos pontos de ônibus". Prevista por pesquisadores para 2020, a tecnologia que sucede o 4G deverá ganhar os primeiros aparelhos compatíveis em até 10 anos.

- Por que se envolver tão antecipadamente no desenvolvimento do 5G?

O principal motivo para que nos antecipássemos dessa vez e investíssemos em um centro que desenvolverá a tecnologia 5G é o fato de querermos aumentar a velocidade e a capacidade dos nossos serviços. Se olharmos para todas as gerações da internet móvel, a pesquisa trouxe grandes saltos evolutivos de 10 a 14 anos, em média, e muitas vezes vimos grandes inovações sendo construídas em cima da própria estrutura em vigor. Nem sempre são substituições, com uma tecnologia entrando no lugar da outra, mas adaptações.

A razão de grandes empresas de tecnologia estarem investindo na criação de um centro de pesquisa na Universidade de Surrey é garantir que possamos juntar os maiores talentos da área universitária com os especialistas da indústria. Teremos acesso hoje ao talento de cerca de 125 PhDs, que formam cerca de 85 mestrandos por ano em um dos maiores centros de engenharia da Europa. Esperemos que isso possa ajudar em um desenvolvimento mais ágil e seguro do 5G. 

- Do ponto de vista do usuário, que mudanças devem vir com o 5G?

Com o 5G, é provável que o mundo da comunicação evolua para um conceito mais visual. Por exemplo, poderemos conversar através de interfaces visuais, que poderão ficar penduradas nas paredes ou ao lado dos pontos de ônibus. Isso pode substituir a ideia atual dos nossos dispositivos de comunicação móvel, os telefones.

Logo, veremos mais conectividade de dados e mais possibilidade de explorarmos o potencial do vídeo. Por fim, também será muito maior o numero de máquinas e dispositivos inteligentes, caminhando para o que chamamos de internet das coisas.

- O que deve mudar na infraestrutura da telefonia?

É provável que inclua mais bandas de espectro, novas interfaces, novas técnicas para distribuir ligações das estações de base para o comutador. Também é muito provável que vejamos um compartilhamento da rede, em oposição a todas as companhias tendo a própria rede e competindo nesse sentido.

- Existe alguma previsão sobre a velocidade do futuro 5G?

As previsões de velocidade são muito antecipadas para serem precisas. Então devemos pensar no 5G a longo prazo - pesquisa (seis a oito anos), o desenvolvimento de padrões (mais dois ou quatro anos) e a implementação da tecnologia (a partir de 2022).  

- Quando começaremos a ver aparelhos equipados para funcionar com o 5G?

Devemos começar a ver aparelhos equipados para funcionar com a rede 5G a partir de 2022 e, em outros países, a partir de 2024. Isso não significará que deixaremos de investir no 3G e 4G, mas sim que novas opções se abrirão a longo prazo. Porem, no momento, o 5G está apenas no estágio de desenvolvimento e pesquisa, e não deveremos ver serviços contando com o 5G nos próximos anos, mas sim complementos da atual tecnologia e ‘ilhas’ de cobertura diferente no ‘mar’ do 3G e 4G.

- Se decidir investir na pesquisa, como o Brasil pode se beneficiar?

Vocês contam com uma grande e jovem população, sedenta por tecnologia. Também existe a demanda por uma visão e participação brasileira no cenário global, em oposição a ficar restrita ao contexto brasileiro. Sua presidente vem encorajando programas de educação e parcerias com universidade importantes de fora, para aumentar o número de especialistas e PhDs, o que pode fortalecer a indústria no país. Quando eu vejo algumas algumas parcerias importantes feitas com países em desenvolvimento, como  UK-India, acredito que o Brasil possa construir pontes mais fortes com outros países e, com isso, avançar muito no setor digital. O Brasil pode dar um salto exponencial e superar alguns países vistos como mais avançados, principalmente no setor de telecomunicações ou mídias digitais.

- Explique a evolução das gerações anteriores e como o 5G se encaixa nesse contexto.

A primeira geração, conhecida como AMPS nos Estados Unidos ou TACS (Total Access Communications System) na Europa, foi financiada principalmente por impostos nacionais e não foi muito usada em aparelhos móveis, mas principalmente em telefones de carro. A segunda geração - 2G ou GSM - foi bem diferente, permitindo que a Europa entrasse na área digital e que os países deixassem de lado seus vários padrões nacionais em troca de uma estrutura compartilhada de pesquisa e desenvolvimento.

A evolução para o GSM se tornou uma revolução, no sentido que nos levou da comutacão de circuitos para a de pacotes, o que levou a telefonia cada vez mais para o mundo dos dados. A terceira geração nos deu acesso a uma camada de acesso via rádio e nos deu serviços de mais velocidade. O 2G conseguia trafegar uma taxa alta de dados, mas que não se aproximava do que conseguimos com o 3G. A quarta geração, 4G, está no ar em alguns lugares do mundo e teve como intuito o aumento da velocidade mas também da capacidade da internet móvel. O que o 5G fará no futuro será trazer ainda mais capacidade, mais espectro e mais velocidade.

fonte:  http://olhardigital.uol.com.br/